terça-feira, 12 de julho de 2016

Perda de um amigo

Desde ontem está ecoando na minha cabeça o texto abaixo, que a jornalista Fernanda Gentilpublicou em seu instagram. Ela escreveu essas palavras após a perda de um amigo, Pedro Ivo Salles, de 33 anos, editor do 'Jornal Nacional' que morreu nesta semana, após um acidente de moto.
Não tenho mais o que dizer, além de que fiquei emocionado e achei que todo mundo que ama alguém — seja um amigo, irmão, sobrinho, pai, mãe, vizinho — deve e merece ler o que ela escreveu. Que Deus conforte o coração de Fernanda Gentil, da família e das demais pessoas próximas de Pedro Ivo.

Amigos, vamos parar!!!! Vamos parar porque hoje perdemos nosso Pedro Ivo!
Novo, querido, recém-casado, pai em poucos meses... Vamos parar, por favor, porque amanhã pode ser o Pedro Ivo de vocês.
Vamos parar de nos estressar por arranharmos nosso carro, de brigar com o vizinho por música alta, de ficar com raiva por esquecermos algo em casa. De um minuto pro outro, Pedro Ivo se foi. Vamos parar de discutir relacionamentos por besteira, de julgar os outros pela cor da pele, classe social, peso corporal ou gosto sexual.
Vamos parar de sofrer por vaidade. De acreditar que crachá conta, que salário define, que cargo manda. Vamos parar de acreditar que a vida acontece da catraca do trabalho pra dentro.
A vida é lá fora — é onde tudo acontece, é onde a gente luta por ela de verdade..... e onde a perdemos também. É pra lá da catraca que estão nossos filhos, pais, irmãos e sobrinhos, e eles muitas vezes não podem nos esperar.
Vamos parar de nos agredir e machucar. Parar de matar. Vamos parar, gente!!!! Parar de gastar tanta energia com a perda de um emprego, uma nota baixa ou um amor não correspondido. O tempo tem que ser gasto com o que requer tempo... porque o tempo não volta. O Pedrinho não volta.
Paremos, simplesmente, de PER-DER-TEM-PO com "falsos golpes" da vida. Pancada mesmo é o que não dá pra consertar. O Pedro foi uma pancada da vida, e virou uma lição também — pra gente aprender, de uma vez por todas, que quem a gente vê todo dia não vai estar aqui todos os dias.
Vamos valorizar. Pedro estava ontem, e hoje não estava mais. Um dos corações mais puros daquela redação foi embora sem nem avisar, mas eles normalmente não avisam mesmo; a gente é que tem que estar sempre avisando a eles, e só assim estaremos plenos e de consciência tranquila no dia em que eles forem embora sem dar tchau.
Distribuam, sempre, pequenos avisos:
"Te amo"
"Parabéns"
"Saudade"
"Bom dia"
"Volta logo"
"Belo texto"
"Gosto muito de você"
"Obrigada"
"Boa noite"
"Dorme bem"
Meu aviso de hoje vai pra ele, claro: "Descanse em paz."

segunda-feira, 20 de junho de 2016

O Anel do Mestre Maçom (The Ring Of Master Mason)

Certa vez um irmão maçom. Chegou a um templo para celebrações em loja e observou que de todos ali naquele maravilhoso salão repleto de inúmeros irmãos na maioria veneráveis e venerandos muitos serenos e impolutos em suas posturas, contudo notou que o único que não trazia em sua destra o símbolo de seu grau e reconhecimento O ANEL MAÇONICO era justamente o Grão-Mestre, pensou este nosso Venerável irmão com certeza pela idade deve ter esquecido do Anel em algum lugar, afinal pela idade avançada há de ser compreender. Contudo no final da celebração o mesmo foi ter entre colunas com o mesmo; e perguntou ao Grão-Mestre com todo respeito sobre o anel dele e, recebeu como resposta:

- Não o esqueci, na verdade quase não o uso!

- Por que motivo tem medo que lhe subtraiam o anel

- Não...

- Explique-me, por favor,

- Acompanhe-me por gentileza.

Os dois dirigiram-se para uma escada a qual serpenteava a torre central do templo e por onde se adentrava as câmaras ritualísticas de iniciação e assim por diante, ao chegarem ao primeiro vão o Grão-mestre perguntou:

- Aqui começou tua jornada?
- Sim

- Saístes das trevas totalmente?
- Não, vi claridade, mas continuava na noite, não podia nem falar.

- Tudo que passastes e por onde caminhastes te foi difícil?
- Sim, mas no final vi que meus irmãos me amparavam.

- E aqui já te deram todo o conhecimento?

- Não, aqui estava na luz do dia, já dava minha opinião, contudo a noite ainda caia, e sentia-me desconfortável com esta situação!

- É mais o equilíbrio é a chave para passarmos por este paradigma e aprendemos a não julgar aos outros que caem, pois sentimos no âmbito do próprio ser a dificuldade de resistir as tentações e as forças que vibram neste Orbe.

- É verdade, Estes momentos passam-se no silêncio da solidão!

- Eis a passagem para o grande salão, o que vós sentistes ao passar pelas colunas?
  
- Respeito, Ordem, Censo de Justiça e que o Sol nos iluminará sempre!
   
- Ages sempre assim sabes que existe um longo caminho até o outro lado?

- Sei que existem outros aprendizados, e mais responsabilidade virá com o tempo, e tento com muito esforço me manter reto em minha jornada.

- Bem respondido, o combate as trevas, ao orgulho e a soberba começa dentro de si mesmo.

- Mestre o que me falastes é maravilhoso, porém o que tem a ver com o fato do ANEL.

- Tudo, em tua jornada até aqui, assim como eu, fomos agraciados com inúmeros títulos e ornamentos simbólicos, contudo sentistes na ausência minha algo que te incomoda; se assim não o fosse, não estaríamos tendo este aprendizado.

- Se notas esta ausência e de outros ornamentos de nossa simbologia, em nossos irmãos e em nossas lojas como tu ages? Me respeitas pelos títulos e ornamentos simbólicos que trago, ou pela maneira que me porto em nosso círculo familiar e nas lojas que adentramos, suportas-me pela minha conduta na sociedade como um todo?
           
- Sim, mestre não estou entendendo tirai-me das trevas!

- Se me respeitas somente pelos ostensórios superficiais de nossa filosofia, desculpe-me por tê-lo conduzido ao erro pois sua falha como irmão se faz pelo meu pecado em ostentar a vaidade que atribuis as simbologias.

- Não mestre, não se trata disso....

- Porém se tendes todo este apreço e respeito por mim, somente pela minha justa conduta então estou em paz, pois aprendeste a valorizar o ser humano e não suas vestes. O verniz e as fascinações do exterior encantam e iludem até os mais sábios, contudo são das entranhas que nascem os monstros ou erguem-se os anjos.   


- E assim é com o ANEL E TODOS OS ORNAMENTOS que usamos sem as vezes nos percebermos que o mais importante é a nossa conduta, para podermos caminhar de fronte altiva entre as colunas do templo.

domingo, 15 de maio de 2016

Evolução da Consciência _ o Triângulo

O triangulo representa a mente, que é composta pelos três fatores: "O Observar" e o conflito entre as polaridades(positiva e negativa).


O olho representa a consciência, é um simbolo milenar usado em várias culturas para representar "percepção".


A totalidade do simbolismo do olho preso na piramide representa a nossa consciência presa em nossas mentes, por isso vivemos limitados na visão dualística e não percebemos que somos UM com a existência.


Tendo isso em vista, se torna evidente o porque desse simbolismo ter sido tão distorcido e associado com os "illuminati", provavelmente seja uma estratégia proposital para evitar que as pessoas reconheçam o verdadeiro sentido por trás dele, e assim, evitando que elas criem consciência do fato mais perigoso para o sistema atual, o fato de que nós somos muito maiores do que pensamos e unidos não há nada que não possamos fazer.

Não acho produtivo generalizar tudo como um "simbolismo illuminati", pois símbolos são potencialmente neutros, o significa é criado pela consciência de cada um, a interpretação é inevitável.


"Aquele que tem a experiência de unidade da existência vê seu próprio ser em todos os seres, e todos seres em seu próprio ser, com isso ele vê tudo com olhos imparciais."
— Gautama Buddha



domingo, 24 de abril de 2016

Para quê serve uma tempestade?


Lembre-se






LEMBRE-SE
Sempre existe alguém que:
Está muito orgulhoso de você.
Pensa em você.
Importa-se contigo.
Sente saudades de você.
Quer falar com você.
Gostaria de estar ao teu lado.
Espera que não esteja com problemas.
Está agradecido pelo apoio que você tem dado.
Gostaria de segurar em sua mão.
Espera que todos os seus objetivos resultem bem.
Quer te ver feliz.
Deseja que procure a felicidade.
Quer te dar um presente.
Quer te abraçar.
Pensa que você é um presente.
Admira tua força.
Considera-te um tesouro.
Aprecia sua amizade.
Deseja que saibas que sempre estará disposto a te escutar.
Deseja compartilhar contigo seus sonhos.
Necessita seu apoio.
Acredita em você.
Quer ser seu amigo.

E ama você!

terça-feira, 12 de abril de 2016

Procrastinação

Procrastinação é um distúrbio crônico e prejudicial, mas fácil de ser vencido.

Procrastinar, postergar, protelar, embromar é basicamente a mesma coisa. Aliás, deixar para depois é uma das maiores causas dos esquecimentos, assunto que trato em meu livro “Os 10 Hábitos da Memorização”. No caso dos estudantes, deixar para fixar depois na memória o que aprendeu agora significa esquecer praticamente TUDO algumas horas depois. O psicólogo Alessandro Vianna fez um ótimo artigo sobre o problema da procrastinação e apresenta ótimas dica de como evitar.
Leia o texto:
Procrastinar é algo de que pouco se fala, mas que muito se faz. Embora “embromação” possa ser um de seus quase sinônimos populares, a procrastinação vai um pouco além disso. É um comportamento crônico nocivo, embora muito comum.
É aquele hábito de deixar tudo para depois: uma tarefa “chata”, os estudos, o regime alimentar, as práticas físicas, o abandono de um vício, passar a economizar – coisas que sabemos que precisamos fazer, mas que, por inúmeras razões, ficamos adiando; muitas vezes nos enganando com desculpas frágeis e, não raro, falsas.
O procrastinador é alguém faz várias coisas ao mesmo tempo, exatamente para não fazer aquilo que realmente deve ser feito. Quando pensa no que de fato tem de fazer, sente-se preso e sem reação.
As consequências não raro são danosas, especialmente a longo prazo, quando, olhando pra trás, se percebe quanto tempo foi jogado fora por falta de ação objetiva.
Ao deixar de cumprir certas obrigações, decepcionamos alguém e perdemos credibilidade e oportunidades. Isso se percebe claramente na vida conjugal, no convívio familiar e na carreira profissional. Depois ficamos observando a trajetória de outras pessoas, que entraram em forma, ganharam conhecimentos e avançaram profissionalmente.
Quando vejo pessoas querendo empreender grandes mudanças de imediato, sei que estou diante de um procrastinador, porque ele fica inativo por muito tempo e, depois que percebe nos outros o quanto não evoluiu, resolve mudar tudo de uma vez.
É óbvio que não vai conseguir, porque as nossas grandes realizações são conquistadas aos poucos.
Desse modo, novamente derrotada, essa pessoa tende a desanimar e voltar a procrastinar novamente, repetindo um ciclo fadado à infelicidade.
Enquanto procrastina, a pessoa vai absorvendo estresse por uma oculta sensação de culpa, sentindo a sua perda de produtividade e cultivando vergonha em relação aos demais, por não conseguir cumprir seus compromissos.
A formação de um “enrolador” muitas vezes começa na infância. Crianças podem tornar-se procrastinadoras no futuro por conta do tratamento que recebem dos adultos. Daí a conveniência de revermos constantemente as nossas crenças, para nos livrarmos de influências negativas que adquirimos ao longo da vida.
Duas das vertentes mais clássicas são:
– A criança extremamente protegida, condicionada a achar que sempre alguém fará por ela. Quando adulta, ela tenderá, inconscientemente, a sentir-se insegura para agir, por não ter alguém auxiliando-a.
– A criança que é exageradamente cobrada. Ela pode desenvolver a característica do perfeccionismo. Assim, ela tende à procrastinação por acreditar que, mesmo se dedicando, não conseguirá realizar as coisas de modo primoroso – e acaba postergando tudo o que acha importante.
Tratamento
A procrastinação crônica é quase sempre associada a alguma disfunção psicológica ou fisiológica. Portanto, é passível de tratamento.
Quando recebo pacientes procrastinadores, incluo no tratamento algumas recomendações que ajudam muito a livrá-los dessa anomalia. Eis algumas:
– Reconheça, quando está enrolando, que pode haver mais dor em procrastinar do que em realizar a tarefa. Muita coisa é menos complicada do que parece ser.
– Não deixe aquele afazer chato por último, para que ele não se torne urgente e o apavore ainda mais.
– Experimente a sensação de alívio e o fortalecimento da auto-estima após concluir uma tarefa e perceba que livrou-se dela de maneira positiva, enfrentando-a.
– Para encorajar-se, pense no que vai deixar de ganhar ou no que pode perder caso não realize essa atividade. Se puder escrevê-las e avaliá-las seriamente, melhor.
– Se a tarefa for muito trabalhosa, divida-a em partes e vá realizando uma a uma, com um pequeno intervalo entre elas, e comemorando (sim!) a última concluída.
– Abra-se para o novo, deixando de agarrar-se às velhas experiências e crenças. O passado não volta mais; o presente é continuamente feito de novos desafios e o futuro é construído passo a passo pelas ações do presente.
– Quando perceber que está querendo procrastinar de novo, proponha-se a atuar por apenas alguns minutos na ação que está tentando evitar. Pode ser que você perceba que não é tão desagradável quanto pensava e venha a vencê-la (touché!).
– Caso lhe seja por demais desagradável, dê-se uma pausa e passe a fazer algo útil (não pare de agir), mas determine quando voltará ao assunto pendente.
A principal vitória é vencer a procrastinação em si. Trata-se de uma vitória para a vida inteira, como a daquela criança que um dia perde o medo do escuro.
Fonte: Alessandro Vianna – Psicólogo